#1

por desandarilho

eu descobri que é na noite que você mora. no escuro. na pausa do sono e no espaço até o próximo transe. de olhos vidrados te vejo. tuas mãos em minhas coxas, teus dedos longos percorrendo meus volumes, meu gozo. minha falta de unhas arrancando teus cabelos, rastejando tuas costas. e minhas palavras mais sujas e verdadeiras, entorpecida de loucura vã e curada pela volúpia. teu cigarro e teu violão, a canção torpe e a madrugada que passou. e com ela, você vai. pra voltar depois, instinto obscuro e não resolvido.

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